Quando a gente começa a organizar uma viagem, uma dúvida sempre aparece: como levar dinheiro para viagem internacional sem depender de uma única forma de pagamento?
Nós somos Ale e Duda, do Get Outside. Já passamos por mais de 35 países e vivemos viajando pelo mundo, então pagar hospedagem, abastecer, fazer compras, sacar dinheiro e lidar com diferentes moedas faz parte da nossa rotina na estrada.
E uma coisa que aprendemos nesse caminho é que não vale a pena depender de uma única forma de pagamento. Hoje, dá para combinar contas internacionais, cartões de débito e crédito e dinheiro em espécie para ter alternativas quando alguma coisa não funciona como esperado.
Neste guia, vamos explicar como a gente organiza o dinheiro para uma viagem internacional, quanto levar, o que vale ter em espécie e como dividir o orçamento entre opções como Nomad e Wise, cartões e dinheiro físico.

Qual é a melhor forma de levar dinheiro para uma viagem internacional?
A melhor forma é combinar diferentes meios de pagamento. Em vez de levar todo o orçamento em espécie ou depender de um único cartão, vale dividir o dinheiro entre uma conta internacional, cartões de reserva e uma quantia em dinheiro físico.
Cada opção resolve uma necessidade diferente durante a viagem:
| Forma de levar dinheiro | Quando usar | Ponto de atenção |
|---|---|---|
| Conta internacional | Compras e gastos do dia a dia | Compare câmbio e taxas |
| Cartão de débito internacional | Pagamentos com o saldo da conta | Tenha outro cartão como reserva |
| Cartão de crédito | Emergências, hotéis e locadoras | Confira taxas e condições |
| Dinheiro em espécie | Pequenos gastos e locais que não aceitam cartão | Evite carregar grandes quantias |
| Segunda conta ou cartão | Quando a opção principal falhar | Guarde separado do principal |
É assim que a gente prefere organizar: uma forma principal de pagamento e alternativas para não ficar na mão caso um cartão seja recusado, perdido ou bloqueado durante a viagem.
Contas internacionais como Nomad e Wise podem assumir o papel principal nos gastos no exterior. E você não precisa necessariamente escolher entre uma e outra: ter uma segunda conta também pode ser uma forma de manter parte do dinheiro separada para emergências.
E qual dessas opções escolher?
Pense no papel que cada forma de pagamento terá durante a viagem:
- Gastos do dia a dia: conta internacional e cartão de débito.
- Emergências ou situações que exigem crédito: cartão de crédito.
- Pequenos pagamentos: dinheiro em espécie.
- Backup: um segundo cartão ou outra conta internacional.
Quanto dinheiro levar para uma viagem internacional?
O valor depende do destino, da duração da viagem e do que já está pago antes do embarque. Por isso, não existe uma quantia por dia que funcione para todas as viagens.
Para chegar ao seu orçamento, considere o que ainda precisará pagar durante a viagem:
- alimentação: refeições, cafés e lanches;
- transporte: transporte público, táxi, aplicativos ou combustível;
- hospedagem: quando ainda houver valores a pagar no destino;
- passeios e ingressos: principalmente os que não foram comprados antecipadamente;
- compras: lembranças e gastos pessoais;
- taxas locais: como taxas turísticas;
- imprevistos: uma reserva que não faça parte do orçamento normal.
Uma viagem com hotel, transporte e principais passeios já pagos exige menos dinheiro disponível no destino do que outra em que essas despesas ainda estão em aberto.
Como calcular quanto dinheiro levar por dia?
Uma conta simples ajuda a organizar o orçamento:
Valor disponível para os gastos ÷ número de dias da viagem = média diária
Por exemplo, em uma viagem de 10 dias com US$ 1.000 disponíveis para gastar no destino:
US$ 1.000 ÷ 10 = US$ 100 por dia
Isso não significa que você precisa gastar exatamente US$ 100 todos os dias. Um dia pode incluir um passeio mais caro, enquanto outro terá apenas alimentação e transporte. A média serve para acompanhar o orçamento ao longo da viagem.
A mesma lógica vale para euro, libra ou qualquer outra moeda usada no destino.
E tem um detalhe importante: deixe a reserva de emergência fora dessa conta. Assim, esse dinheiro continua disponível caso realmente aconteça algum imprevisto.
Quanto desse dinheiro levar em espécie?
Apenas uma parte do orçamento precisa estar em dinheiro físico. A quantidade depende principalmente de como os pagamentos funcionam no destino e do tipo de viagem.
Vale considerar uma quantia maior em espécie quando o roteiro inclui:
- cidades pequenas ou regiões afastadas;
- feiras e pequenos estabelecimentos;
- viagens de estrada por áreas com pouca infraestrutura;
- destinos onde pagamentos em dinheiro ainda são comuns;
- lugares com acesso limitado a caixas eletrônicos.
Já em destinos onde cartões são amplamente aceitos, o dinheiro pode ficar mais concentrado em uma reserva para pequenos gastos e emergências.
Não existe uma porcentagem de dinheiro em espécie que funcione para toda viagem. Primeiro calcule quanto você precisará no total e, depois, pesquise como os pagamentos funcionam no seu destino para decidir quanto desse orçamento precisa estar na carteira.

É melhor levar dólar, euro ou a moeda do destino?
Na maioria dos casos, faz mais sentido ter dinheiro na moeda usada no destino. Isso evita conversões desnecessárias e deixa mais claro quanto você realmente está gastando durante a viagem.
Mas isso não significa que você precise sair do Brasil com toda a moeda em espécie. Com uma conta internacional, por exemplo, é possível converter o dinheiro e usar o cartão diretamente durante a viagem.
Quando vale a pena levar dólar?
O dólar pode fazer sentido quando ele é aceito no próprio destino ou quando é uma moeda fácil de trocar pela moeda local.
Também pode ser uma alternativa em países cuja moeda é mais difícil de encontrar no Brasil. Nesse caso, porém, é importante colocar na conta o custo das duas operações: primeiro a conversão para dólar e depois para a moeda local.
Para viagens em que o dólar será a moeda usada, a Nomad é uma das opções para fazer a conversão e pagar diretamente com o cartão internacional.
Quando vale a pena comprar a moeda local?
Quando você consegue converter diretamente para a moeda que vai gastar, esse costuma ser o caminho mais simples.
Por exemplo: vai viajar para um país da zona do euro? Faz mais sentido organizar o orçamento em euros do que comprar dólares para depois trocá-los por euros.
A mesma lógica vale para outras moedas: antes de comprar dólar automaticamente, confira qual moeda você realmente vai usar e quais opções de conversão estão disponíveis para o destino.
A Wise permite manter e converter diferentes moedas na conta, o que pode ser interessante quando a viagem não é para um destino que utiliza dólar ou quando o roteiro passa por mais de um país.
Vale a pena usar uma conta internacional na viagem?
Sim. Uma conta internacional facilita o pagamento de despesas no exterior e reduz a necessidade de viajar com grandes quantias em espécie. Você pode converter o dinheiro, acompanhar o saldo pelo aplicativo e usar o cartão durante a viagem.
Para a gente, ela entra como uma das principais formas de organizar o dinheiro na estrada, mas não precisa ser a única. Ainda vale ter outra opção de pagamento disponível caso o cartão não funcione ou aconteça algum imprevisto.
Entre as vantagens de viajar com uma conta internacional estão:
- converter o dinheiro antes ou durante a viagem;
- acompanhar quanto ainda tem disponível;
- pagar diretamente com o cartão internacional;
- fazer saques em moeda local, quando necessário;
- evitar carregar todo o orçamento em dinheiro físico.
Nomad ou Wise para viagem internacional?
As duas podem funcionar muito bem durante uma viagem, mas não precisam cumprir exatamente o mesmo papel. A escolha depende principalmente do destino, das moedas que você vai usar e das condições de conversão no momento.
Para decidir, olhe principalmente para:
- Destino: qual moeda você vai usar?
- Câmbio: quanto cada conta está entregando na conversão?
- Uso: pretende pagar apenas com cartão ou também fazer saques?
- Roteiro: vai passar por um ou por vários países?
- Backup: já tem uma das contas e quer uma segunda alternativa?
Inclusive, você não precisa necessariamente escolher apenas uma. Ter Nomad e Wise pode ser uma forma de dividir o dinheiro e não depender de uma única conta durante a viagem.
Já fizemos um comparativo detalhado entre as duas, incluindo câmbio, taxas, uso do cartão e outros pontos que ajudam nessa escolha.

Cartão de crédito ou débito: qual usar no exterior?
Os dois podem ter espaço na viagem, mas para situações diferentes. O cartão de débito de uma conta internacional funciona bem para os gastos planejados do dia a dia, enquanto o crédito pode ficar como alternativa e ser necessário em algumas reservas.
A principal diferença está em quando o dinheiro sai do seu orçamento. No débito, você gasta o saldo que já está disponível na conta. No crédito, a despesa fica para a fatura e segue as condições do seu banco ou cartão.
| Situação | Débito | Crédito |
|---|---|---|
| Compras do dia a dia | ✓ | ✓ |
| Controlar o saldo disponível | ✓ | – |
| Pagar com dinheiro já convertido | ✓ | – |
| Caução em hotel | Depende | ✓ |
| Aluguel de carro | Depende | ✓ |
| Emergências | ✓ | ✓ |
Por que ainda levar um cartão de crédito?
Mesmo que você pretenda fazer a maior parte dos pagamentos com Nomad, Wise ou outro cartão de débito, não vale contar somente com ele.
Hotéis e locadoras, por exemplo, podem exigir um cartão de crédito para fazer uma pré-autorização ou bloquear um valor como garantia. As regras variam conforme o estabelecimento, então vale conferir as condições da sua reserva antes de viajar.
O crédito também funciona como uma camada extra de segurança caso aconteça algum problema com a conta ou o cartão que você usa no dia a dia.
Por isso, a nossa lógica é simples: o cartão de débito pode cuidar dos gastos planejados, enquanto o crédito fica disponível para as situações em que ele for necessário.
Como dividir o dinheiro durante a viagem?
O ideal é não deixar todo o orçamento no mesmo lugar. A ideia é ter uma opção principal e outras reservas para continuar tendo acesso ao dinheiro mesmo quando alguma coisa não sair como planejado.
| Onde deixar | Para que usar |
|---|---|
| Conta principal | Maior parte dos gastos do dia a dia |
| Segunda conta ou cartão | Backup caso a opção principal falhe |
| Dinheiro em espécie | Pequenos pagamentos e emergências |
| Cartão de crédito | Imprevistos e situações que exigem crédito |
A Nomad ou a Wise podem funcionar como conta principal. E quem tem as duas pode deixar parte do orçamento em cada uma, evitando concentrar todo o dinheiro na mesma conta.
E onde guardar cartões e dinheiro?
Aqui vale a mesma lógica: não adianta ter três cartões e guardar todos na mesma carteira.
- Na carteira: cartão principal + dinheiro necessário para o dia.
- Separado: cartão ou conta de backup.
- Em local seguro: restante do dinheiro em espécie.
- Disponível para emergência: cartão de crédito.
Assim, perder a carteira ou ter um cartão bloqueado não significa ficar sem acesso a todo o orçamento.
Regra simples: não deixe todo o dinheiro na mesma conta, no mesmo cartão ou no mesmo lugar físico.
Como levar dinheiro para o exterior com segurança?
A principal regra é evitar concentrar tudo no mesmo lugar. Isso vale tanto para o dinheiro em espécie quanto para os cartões que você leva na viagem.
Alguns cuidados simples já diminuem bastante o risco:
- Leve pouco dinheiro na carteira: apenas o necessário para os gastos daquele dia.
- Separe os cartões: o cartão de backup não deve ficar junto com o principal.
- Evite contar dinheiro em público: principalmente ao sair de caixas eletrônicos ou casas de câmbio.
- Use o cofre da hospedagem quando disponível: para guardar parte do dinheiro e cartões que não serão usados naquele dia.
- Ative notificações no celular: assim, você acompanha as compras feitas com seus cartões.
- Tenha acesso aos aplicativos das contas: eles podem ser necessários para bloquear o cartão rapidamente em caso de perda ou roubo.
E se perder o cartão durante a viagem?
Bloqueie o cartão pelo aplicativo assim que perceber a perda e passe a usar a forma de pagamento que deixou como reserva.
É justamente por isso que vale viajar com alternativas. Com um segundo cartão ou outra conta internacional separada, a perda do cartão principal vira um problema para resolver, e não uma situação em que você fica sem acesso ao dinheiro.
Antes de sair para passear: leve o que pretende usar naquele dia e deixe pelo menos uma alternativa de pagamento guardada separadamente.
Quem ainda não tem uma segunda conta pode aproveitar para deixar esse backup preparado antes do embarque.
Como sacar dinheiro durante uma viagem internacional?
Mesmo usando cartão na maior parte da viagem, pode chegar um momento em que você precise de dinheiro em espécie. Nesse caso, dá para fazer um saque no exterior com um cartão internacional compatível.
Antes de sacar, confira:
- taxa da sua conta: pode haver cobrança pelo saque;
- taxa do caixa eletrônico: alguns operadores cobram uma tarifa própria;
- limite de saque: tanto a conta quanto o ATM podem estabelecer limites;
- moeda da operação: prefira fazer o saque na moeda local;
- segurança: dê preferência a caixas em bancos, aeroportos, shoppings ou outros locais movimentados.
Vale a pena sacar dinheiro no exterior?
Pode valer, principalmente quando você precisa de moeda local e não quer viajar com muito dinheiro em espécie desde o Brasil.
Mas o saque não precisa ser a principal maneira de obter dinheiro durante a viagem. Dependendo das taxas, pode ser mais interessante fazer poucos saques de valores maiores do que várias retiradas pequenas.
E atenção à tela do caixa eletrônico: quando aparecer uma opção para converter o valor para reais ou outra moeda, confira as condições antes de aceitar. A conversão oferecida pelo próprio ATM pode ter um câmbio diferente daquele aplicado pela sua conta.
Vai usar a Nomad também para ter acesso a dinheiro em espécie durante a viagem? Confira as condições de saque para o seu destino antes de embarcar.

É melhor converter o dinheiro antes ou durante a viagem?
Não precisa escolher um único momento para fazer toda a conversão. Uma alternativa é viajar com parte do orçamento já convertido e deixar outra parte para converter ao longo da viagem.
Isso ajuda a não depender da cotação de um único dia e mantém parte do dinheiro disponível caso os planos ou gastos mudem.
Uma forma simples de organizar é:
| Quando converter | Pode fazer sentido para |
|---|---|
| Antes da viagem | Garantir dinheiro disponível logo na chegada |
| Durante a viagem | Repor o saldo conforme os gastos acontecem |
| Aos poucos | Evitar concentrar toda a conversão em uma única cotação |
Mais importante do que tentar descobrir o “dia perfeito” para comprar moeda é acompanhar o valor final da conversão, incluindo câmbio e taxas.
Na Wise, você pode deixar a conta preparada antes de viajar e fazer novas conversões quando precisar durante o roteiro.
O que fazer antes da viagem para não ter problemas com dinheiro?
Alguns cuidados antes do embarque podem evitar bastante dor de cabeça no exterior. Não basta escolher como levar o dinheiro: vale conferir se tudo está pronto para funcionar quando você chegar ao destino.
Use este checklist antes de viajar:
- Confira a validade dos cartões que pretende levar.
- Teste o acesso aos aplicativos das contas e bancos.
- Verifique os limites para compras, saques e transferências.
- Confira as condições de uso no exterior de cada cartão.
- Deixe parte do dinheiro já disponível na conta que será usada na viagem.
- Separe o cartão principal do backup.
- Tenha algum dinheiro em espécie, quando fizer sentido para o destino.
- Ative as notificações de compras para acompanhar as movimentações.
- Confira como bloquear o cartão pelo aplicativo em caso de perda ou roubo.
E não deixe para abrir ou configurar uma conta internacional no aeroporto. Faça isso com antecedência, peça o cartão quando necessário e deixe tudo pronto antes do embarque.
Ainda está preparando a sua viagem? Dá para abrir a Nomad antes e já organizar o dinheiro que pretende usar no exterior.
Afinal, como levar dinheiro para viagem internacional?
A melhor estratégia é viajar com mais de uma forma de acessar o seu dinheiro. Para a gente, isso significa combinar uma conta internacional para os gastos do dia a dia, um cartão de backup, crédito para situações específicas e uma quantia em espécie quando o destino pedir.
Não existe uma divisão que funcione para todas as viagens. O destino, a moeda, a duração e o estilo do roteiro mudam quanto você precisa levar e onde vale deixar esse dinheiro.
O mais importante é sair do Brasil com três coisas resolvidas:
- uma forma principal de pagamento;
- uma alternativa guardada separadamente;
- uma reserva para imprevistos.
Nomad e Wise podem entrar nessa organização como conta principal ou até complementar uma à outra. Antes de converter, compare as condições e escolha o que fizer mais sentido para a sua viagem.
Perguntas frequentes sobre dinheiro em viagens internacionais
Não existe um limite máximo para sair do Brasil com dinheiro em espécie. Porém, valores acima de US$ 10 mil ou o equivalente em outra moeda precisam ser declarados à Receita Federal por meio da e-DBV.
A regra dos US$ 10 mil para viajantes se refere ao porte de valores em espécie, e não ao saldo disponível em uma conta internacional.
Em geral, vale conferir a opção em moeda local antes de aceitar uma conversão para reais. Quando a própria maquininha ou o caixa eletrônico faz a conversão, é ela que define as condições daquela conversão.
Você pode guardar o saldo para outra viagem, quando ele estiver em uma conta internacional, ou fazer uma nova conversão conforme as condições oferecidas pela conta.
O pagamento com cartão não depende necessariamente da internet do seu celular, mas ter conexão durante a viagem facilita bastante o controle do dinheiro.
Sim. Ter acesso às suas contas e aplicativos permite reorganizar o orçamento caso o dinheiro inicialmente separado não seja suficiente. Antes de viajar, porém, confira como você acessará suas contas fora do Brasil e mantenha os métodos de autenticação funcionando, principalmente quando houver confirmação por celular.